Governo do Acre estuda parceria com Organização Americana

Conhecida por sua atuação em diversos países, a Danish Hydraulic Institute – DHI Water and Environment [uma organização americana filiada ao Instituto Dinamarquês que atua em pesquisas e projetos sobre meio ambiente e água] pode ser a nova parceira do Acre nos estudos climáticos e trabalhos relacionados às enchentes que o estado sofre.
O governador Tião Viana se reuniu com o engenheiro superior da organização nos Estados Unidos, Bo Juza, para discutir uma possível parceria com o Estado.
A DHI possui 1,2 mil funcionários, 40 escritórios em 40 países de todos os continentes e já atua no Rio de Janeiro e Santa Catarina, como também no Peru.
Para Juza, a organização, que não tem fins lucrativos e possui uma boa experiência na captação de recursos para financiar as pesquisas, pode contribuir com o Acre.

“Trabalhamos com as questões das enchentes, dos fluxos e do ecoturismo do Rio Amazonas. Sabemos das dificuldades do Acre com as enchentes e podemos estudar e tentar contribuir, inclusive com projetos de drenagem urbana, que são baseados em mudanças climáticas, ou seja, podemos orientar, com base nos estudos, o design de construções urbanas que possa garantir a drenagem adequada desses sistemas”, comenta.

A instituição, que atua nas cidades, rios, costas marinhas, hidrologia que vem da chuva, fluxos fluviais, processo de bombeamento e de recarga de água subterrânea, não trabalha apenas com a questão da água, mas também dos processos químicos que estão conectados ao trabalho.
Todos os projetos que desenvolvem são realizados com base em análises de hipóteses em determinadas atividades e, assim, atuam com a prevenção de impactos negativos na água.
Um dos importantes estudos que a entidade realiza hoje é do fluxo da água no vale do Rio Nilo. Segundo o engenheiro, no Egito têm sido muito percebidos os impactos das mudanças climáticas. Outra pesquisa importante que realizam – que é um dos cases da organização – é na Austrália, que tem apenas um rio, de três quilômetros de extensão, e muitos fazendeiros que dependem de sua água e estão sendo impactados pelas mudanças climáticas.

“Com o sistema, podemos prever quando a água sai de um ponto e chega ao outro. Coletamos os dados no computador e jogamos num software que dá as projeções dos cenários. Os australianos também sabem o custo da água, então decidem se a compram ou a vendem, dependendo de quanto eles possuem. Eles fazem o uso da água mais correto e mais eficiente. Nós organizamos a forma de uso da água para que não se tenha um canibalismo, ou seja, que um pegue mais água e outro menos”, explica.

Fonte: Notícias do Acre

 
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